quarta-feira, 13 de maio de 2009

AAVD - Assembleia Geral em Fátima nos dias 30 e 31 de Maio de 2009

O Lux Mundi já chegou à caixa e correio dos associados. Lá, vem o apelo: "Todos a Fátima para a Assembleia Geral da AAVD que se realizará nos dias 30 e 31 de Maio".
Atenção: Para ampliar as imagens, basta clicar sobre elas.

Uma foto histórica
É isso mesmo. A fotografia da primeira página é emblemática e histórica e destina-se aos mais antigos que passaram pelo seminário de Fátima nos primeiros anos de abertura do seminário. Reúne a generalidade dos que viviam no seminário de Fátima no ano lectivo de 1957/1958, padres, irmãos, alunos ou candidatos. São muitos os sócios da AAVD que se podem rever nestra fotografia. Muitos, sobretudos os padres e irmãos, já faleceram. Mas muitos dos antigos alunos podem ainda reconhecer-se na foto.

Duas "gralhas" no Lux Mundi
Sobre o conteúdo do Boletim, há uma gralha a corrigir. Na convocatória que se publica, aparece o dia 31 de Outubro, como data de realização da Assembleia Geral. Não sei como passou essa gralha. Mas em todo o jornal aparecem as datas de 30 e 31 de maio para realização do Encontro.
Há ainda uma outra gralha que acabou também por passar: é que foi trocado o nome do Presidente da Assembleia Geral que, de "Augusto", passou a "António". As tentativas que se fizeram junto da tipografia para corrigir estes dois lapsos, acabaram por não resultar, uma vez que a informação já tinha sido gravada na chapa. Como responsável pela edição do Lux Mundi, as minhas desculpas.
Na versão digital do LM que aqui se publica, as gralhas já estão, naturalmente, corrigidas.
Ficam aqui, para consulta, todas as páginas do jornalzinho da AAVD.

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Uma boa e frutuosa leitura a todos. Abraço e até Fátima!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

AAVD - Encontro e Assembleia Geral em Fátima nos dias 30 e 31 de Maio de 2009

Aproxima-se a realização de mais um encontro anual dos antigos alunos dos seminários do Verbo Divino em Fátima nos dias 30 e 31 de Maio de 2009.
O jornal associativo "Lux Mundi", na sua versão impressa, só deverá chegar, às caixas de correio dos associados na segunda semana de Maio.
Por isso, aqui divulgamos, antecipadamente, o programa do encontro, que segue o figurino de todos os anos, apenas com a actualização dos conteúdos.
Para este ano, a Direcção espera uma afluência ainda maior do que a que se registou no ano passado, em que a Assembleia contou com quase uma centena de participantes, entre antigos alunos e familiares.
O Lux Mundi traz um apelo a uma mais ampla participação, já que a actual Direcção tem procurado reforçar os contactos com as delegações regionais, deslocado-se aos seus encontros e registando as suas actividades no jornal associativo. É um trabalho que, esperam os responsáveis da AAVD, venha a ter frutos positivos em termos de participação.

PROGRAMA DO ENCONTRO

Encontro Anual da AAVD em Fátima
para a Assembleia Geral
Data: 30 e 31 de Maio de 2009

PROGRAMA

Dia 30 (sábado)
14.30 h - Chegada e distribuição de quartos no seminário
16.00 h - Inauguração da Exposição-venda para angariação de fundos para a AAVD
19.00 h - Eucaristia
20.00 h - Jantar
21.30 h - Noite do artista - convívio no Salão de Festas.
23.00 h - Ceia dos noctívagos com partilha de farnéis (segundo a tradição)

Dia 31 (domingo)
8.30 h - Pequeno almoço
10.00 h - Assembleia Geral (em segunda convocatória)
12.30 h - Foto de grupo (oficial)
13.00 h - Almoço
15.00 h - Encerramento e despedida

Alojamento
- Pensão completa - 30,00 €
- almoço ou jantar - 8,50 €
-meia pensão - 23,00 €

Obs:
- Crianças até 4 anos - grátis;
- de 4-10 anos - 15 €;
- a partir de 11 anos - geral

Contactos para confirmação

António Ferraz de Moura
Tel: 969686439; 253512591; 253408574
e-mail: ajfmoura@gmail.com

Armindo Costa Sá Cachada
Telem.: 968525190; 253432542
e-mail - armindocachada.sr@sapo.pt

NB: É favor fazer confirmação de presença até 25 de Maio

sábado, 24 de janeiro de 2009

Grupo AAVD da zona Oeste reuniu na Benedita

Nesta fotografia de grupo faltam já alguns dos participantes,
que tiveram de sair antes do final do jantar, dado que o encontro, 
muito animado, se prolongou para lá da meia noite

Foi um sucesso, em número de presenças, o encontro AAVD da Zona Oeste, que juntou na sexta-feira, na Benedita, num jantar de confraternização, cerca de uma trintena de ex-alunos de seminários verbitas.
O tempo não era o mais convidativo, mas isso não impediu que a Direcção da AAVD, na sua totalidade, se deslocasse de Guimarães à Benedita, em solidariedade com este grupo de sócios, todos muito jovens.
De Lisboa deslocaram-se também o Daniel Reis, para fazer a reportagem do evento para o Lux Mundie o António Pinto, membro da anterior Direcção, que continua a manifestar grande empatia por tudo o que diz respeito à vida da AAVD e quis dar algum apoio à nova Direcção.
Na organização destacaram-se o "Quinzão" e o "Zé Galinhja", delegados regionais da zona Oeste. A presença do Pe. Valentim e do José Amaro, que vieram de Lisboa e Fátima, respectivamente, muito contribuiu para animar, também, o espírito da festa, que terá, certamente, ainda maior afluência no próximo ano.

Jantar em Lisboa
no final de Janeiro

Outro convívio está já na forja, para o final deste mês, em Lisboa. É dinamizado pelo Vítor Baptista, através do blogue "Sabor da Beira" (http://sabordabeira.blogspot.com/) e terá lugar no "Hotel Olissipo Oriente", com uma prometedora ementa de cabrito, confeccionada pelo Chefe de Cozinha do Hotel. A ideia é transformar este evento numa espécie de "tertúlia" associativa, com reuniões mensais, á volta palavra e do garfo. Pelas inscrições já adiantadas, o evento promete boa participação.
Estou em crer que, ao longo deste e dos próximos anos, este tipo de encontros se multiplicarão noutras regiões do país, já que é também propósito da actual Direcção da AAVD apoiar os encontros que se venham a realizar entre colegas que entraram no mesmo ano para o seminário e frequentaram o mesmo curso durante vários anos.
Desta forma, a AAVD sairá muito mais reforçada no seu conjunto.


O Irmão José Amaro em conversa bem animada

Animação foi o que não faltou no encontro

O António Pinto anota as presenças

O presidente da AAVD, António Ferraz de Moura e o AntónioPinto


Um aspecto geral do convívio

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lux Mundi Dezembro 2008

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Está pronta mais uma edição do Lux Mundi relativa a Dezembro de 2008. Nos próximos dias o Boletim deverá chegar, por correio, aos associados.
Entretanto, para quem tem acesso à Internet e quiser consultar este blogue, aqui fica a versão digital. Para ampliar e poder ler o texto em tamanho natural, é só clicar sobre cada imagem.
A edição seguinte deverá sair em Abril/Maio, antes da Assembleia Geral da AAVD em Fátima.



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sábado, 10 de janeiro de 2009

A montanha da Penha coberta de neve

Uma imagem rara de um denso nevão na montanha da Penha. 
Há 22 anos que a neve não caía na montanha com tanta intensidade.

A montanha da Penha foi sempre uma referência turística e afectiva para quem, em qualquer época, viveu em Guimarães, nomeadamente para os ex-verbitas que frequentaram o Seminário da Costa nos anos 50 e os que por ali andaram a partir dos anos 60. Ninguém ficou indiferente.
No entanto, hoje, a montanha da Penha, apresenta-se com uma dignidade que não tinha outrora. É subir à montanha e dá-se logo por isso.
Primitivamente subia-se a pé, pelos caminhos tradicionais, ainda existentes (ficou célebre o "Caminho do escrivão").
Com a abertura das estradas nacionais pela freguesia Costa e por Mesão Frio (a partir da estrada de Fafe) projectadas em finais do século 19, tornou-se mais fácil o acesso à montanha.
A inauguração, em 1995, de um teleférico entre a cidade de Guimarães e a montanha da Penha, deu a este parque de montanha uma visibilidade acrescida, que levou ao desenvolvimento que hoje regista.

Um espaço religioso e de lazer
A montanha da penha é actualmente não só um espaço religioso, com um santuário e várias capelas dedicadas à Virgem e a outras santos que a devoção popular adoptou, mas também um ponto de referência turística em toda a região norte e, sem dúvida, o local que melhores condições oferece para um piquenique em família, por entre a densa penedia e o fresco das árvores, em fins de tarde calorentos ou em passeios de fim de semana.
Obviamente que estamos no Inverno e os encantos, para esta época, são diferentes. Mas nem por isso a montanha deixa de ser procurada.

O caminho tradicional
Para os que frequentaram, outrora, o seminário da Costa, o que encantava não era a subida pelas estradas nacionais, mas o caminho directo, a pé, até ao alto da montanha, pelos carreiros tradicionais, cheios de arvoredo, de rochedos lendários, de grutas e desfiladeiros a convidar á descoberta, de fontes frescas semeadas pela montanha. 

As atracções na montanha
Era isso que nos encantava pelo caminho, até lá acima, onde eram visitas obrigatórias a gruta da Senhora do Carmo, onde se iniciou a devoção à Virgem na montanha, em 1703; o nicho onde Santo Elias, patrono dos carmelitas, dorme o seu sono eterno e ininterrupto; a fonte de Santa Catarina, com os belos versos do poeta Bráulio Caldas e o monumento a Pio IX, de onde se desfruta o mais belo panorama sobre o horizonte, a partir da montanha; o penedo dos aviadores, memória da travessia aérea do Atlântico-Sul por gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922; e o santuário Mariano, no centro da montanha, inaugurado em 1947, que junta milhares de peregrinos, todos os anos, em especiais dias de peregrinações.
A montanha da Penha apresenta, hoje, atracções e muito melhores condições de acesso à montanha.

O nevão
Ontem, andei por lá e registei o nevão que lá se registou. São fotos que, certamente, ficam para a história.
Foi digno de se ver. Aqui partilho algumas das fotos que fiz, com um convite a que, quem passe por estes lados, não deixe de matar saudades e suba mais uma vez a este lugar de eleição, repleto de mistérios e lendas mas, sobretudo, de uma beleza paisagística inesquecível.

Outras imagens da Penha
coberta pelo nevão de 9 de Janeiro de 2009









Esta última foto é do nevão 
que caiu na montanha da Penha em Fevereiro de 1987.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Para a história da SVD em Portugal 2








O "Seminário 
da Imaculada" 
com a Igreja 
paroquial 
da freguesia 
de Santa Marinha 
da Costa - Guimarães, 
em primeiro 
plano,
no ano de 1955.


Foi há 53 anos, a 31 de Agosto de 1955, que eu, feita a 4ª classe e vindo de uma aldeia do interior do concelho de Barcelos, cheguei a Guimarães, de camioneta, com destino ao "Seminário da Imaculada", na Costa.
A minha primeira impressão, foi de espanto. Um enorme edifício, em grande parte arruinado, nos esperava. Mal imaginava eu que, nos dois anos seguintes, iria passar ali dois dos anos mais interessantes da minha infância, dormindo em camarata, paredes meias com enormes ruínas, que acabaria por escalar, na inconsciência da infância, que nos chama à aventura e ao prazer do desconhecido.


Antigo convento

Só mais tarde fiquei a perceber o privilégio que era viver num edifício que, embora em parte arruinado, estava integrado numa grande quinta, com belos e enormes jardins onde se modulavam, em buxo, figuras de aves e matas onde cada espécime arbóreo representava uma descoberta botânica que ainda hoje nos desperta memórias visuais e nos faz identificar os cheiros que invadiam a quinta. Não teria havido melhor local para os cónegos de Santo Agostinho, na Idade Média, e posteriormente os frades da ordem de São Jerónimo, no início do século 16, instalarem o seu convento.

O seminário da Imaculada - Costa - Guimarães
Os lugares que mais preferíamos para a brincadeira, eram, naturalmente, as velhas e extensas ruínas entre a casa que ocupávamos e a varanda de Frei Jerónimo, onde havia um belo chafariz de quatro bocas, de onde jorrava, permanentemente, a melhor água de Guimarães, proveniente das nascentes da encosta da Penha.

O labirinto e a "piscina"
Local privilegiado para a aventura era também o "Labirinto", um local mítico, em plena mata, cheio de percursos intrincados, feitos de sebes altas que convergiam para um centro,  onde quem chegasse primeiro era o vencedor. Não havia melhor sítio para o esconde-esconde, um jogo que ainda fazia parte do nosso divertimento infantil.
E o enorme tanque oval, ao cimo de um enorme escadório, que nós transformamos em piscina e onde muitos de nós aprenderam a nadar. Sítio mais aprazível, rodeado de árvores enormes e frescas, que davam sombra no Verão, não era possível encontrar.
O edifício, esse, era bastante velho, mas acolhedor. Era o espaço que tinha restado de um incêndio, ocorrido em 1951, quando ainda era seminário jesuita. Abandonado por estes, foi alugado pela Congregação do Verbo Divino, para ali instalar, em 1952, o "Seminário Missionário da Imaculada", a segunda casa verbita em Portugal.


O interior do edifício
O imóvel tinha dois pisos: rés-do-chão e primeiro andar. No rés do-chão instalavam-se o Refeitório, a cozinha, a zona de serviços, balneários com chuveiros, lavandaria e um dormitório, com entrada pela zona do claustro.
No primeiro andar havia um segundo dormitório, instalado na "Sala do Capítulo" do velho convento e cheia de belos painéis de azulejos historiados; a Capela, onde o que mais marcava era um pequeno nicho, formado por uma reentrância em forma de vieira, com a imagem da "Imaculada"; e as salas de aula, com janelas voltadas para a entrada principal do edifício e vista para a cidade de Guimarães. 
O acesso do rés-do-chão ao primeiro piso era feito por um escadaria em madeira trabalhada. Nos corredores havia janelas que davam para um claustro interior, com um belo chafariz ao centro, de onde jorrava a água fresca que nos matava a sede nos dias de maior cavernícula. 
Sobre o frontão da entrada principal do seminário via-se um brasão de armas. Da entrada principal acedia-se ao claustro através de uma escadaria, ao cimo da qual se encontrava um portão gradeado em ferro. 

O claustro
O acesso aos jardins interiores, a partir do claustro, era feito por  uma bela escadaria, cheia de belos painéis historiados, com cenas de guerra e epopeias históricas, que dava também acesso ao dormitório, outro sala do capítulo do velho convento.
Foi este o cenário em que passei os dois primeiros anos de seminário, repleto das aventuras típicas desta época que marca a passagem da infância para a puberdade, com educadores que vinham de outras culturas, certamente mais evoluídas que a nossa, mas também marcadas pela guerra mundial que uma dúzia de anos antes avassalara a europa e a mergulhara na miséria e na violência. 
Mas nós estávamos a léguas dessa vivências e só trazíamos connosco as marcas que tal perturbação trouxera às nossas vidas, traduzida em atraso económico, cultural e social, no interior das nossas aldeias.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Para a história da SVD em Portugal 1

Alunos do 1º e 2º ano que frequentaram o  Seminário da Costa, em Guimarães, 
no ano lectivo de 1955-56 (para ampliar a foto basta clicar sobre ela)

Na sequência do convite que lancei, há dias, de partilha de documentação fotográfica que possa contribuir para fazer a história da SVD em Portugal, vou iniciar aqui a publicação de algumas fotografias, de que alguns dos antigos alunos se lembrarão, certamente, pois fizeram parte do seu percurso de vida e eles próprios estão nelas documentados.
Fico à espera de que este blogue tenha alguma ressonância e possa constituir o início de uma fotomonografia da svd.
Assim sendo, aqui fica a primeira foto, que regista a comunidade de alunos e padres que viviam no Seminário da Costa, em Guimarães, no ano lectivo de 1955/1956. A foto foi tirada junto ao Castelo de São Mamede, na Colina Sagrada de Guimarães e nela se destacam o Pe. Sebastião Marques e alunos do 1º e do 2º anos que então frequentavam o seminário. Na foto não aparecem todos pois alguns encontravam-se ainda a escalar as muralhas no interior do Castelo